FALANDO DE VAREJO

No dia 18 de setembro pude assistir a Palestra “Projetos para Varejo: criando lojas de Impacto” dada pelo Arq.Caio Camargo (falandodevarejo.blogspot.com) no SENAC-Vitória/ES com apoio da ABD (Associação Brasileira dos Designers de Interiores), Alvomac Material de Construção e Biancogrês Revestimentos.

Dentre os tópicos abordados foram expostos a importância do visual merchandising, o comportamento do consumidor, layout e ambiente de lojas e tendências de mercado.

Ficou claro a importância do marketing agregado ao design como vantagem competitiva no ponto de venda, segundo Caio: “O Designer capaz de captar a essência e a personalidade da marca traduz em aplicações visuais suas principais características. A loja conversa com quem a visita. A experiência de compra se torna inesquecível. No planejamento da loja, é fundamental a preocupação com as cores, com a tipografia, com elementos que remetam ao conceito da marca, com grafismos e imagens que contem uma história. Isso é o que torna aquele lugar único, mágico, envolvente, intrigante, lúdico”.

Tudo gira em torno de QUEM é o público alvo a ser atingido, de mão disso o projetista deve criar a atmosfera a convidar e cativar o seu cliente. Inúmeros artifícios podem contribuir: ambientação, iluminação, móveis, materiais, comunicação visual etc. Basta lembrar-se da diferença de ambientação ao entrar em um restaurante fast food em que o objetivo é que consumidor fique o menor tempo possível, ou seja, compre, consuma e saia e ao entrar em um restaurante sofisticado, onde toda a atmosfera deve deixá-lo relaxado, tranqüilo e sentindo o prazer da degustação.

Uma dica dada pelo Caio e de grande interesse da platéia é o layout padrão de lojas. Em que sugere a aplicação em qualquer tipo de varejo, pois não leva em consideração o produto e sim o comportamento do consumidor e como este reage ao espaço físico da loja. Ele divide o layout em 4 partes:

planta 01

Primeira parte (azul): Vitrines e respiros
Esse é o primeiro contato do cliente com a loja, é seu cartão de visitas.

Segunda parte (amarelo): Produtos de compra por impulso.
Essa é a parte na qual o cliente já se encontra “dentro” da loja, mas ainda não a percebeu.

Terceira parte (laranja): Zona de cognição
Essa é a parte da loja em que o cliente “realmente está” em sua loja.
É nesse setor que se devem colocar os principais produtos, principalmente aqueles na qual o cliente demora um tempo maior para escolha, os chamados produtos de cognição.

Quarta parte (vermelha): Produtos categorias destino

Na ultima parte coloca-se os produtos de destino da loja, que são exatamente aqueles produtos “essenciais”, os quais seu cliente sai de casa em busca deles. Sabe aquele pãozinho no fundo da padaria ou do supermercado? Pois é, é isso.

Diante de tantas informações relevantes e importantes, o tema aguçou ainda mais meu interesse neste universo entre a criação e marketing. O poder que nós temos ao projetar é impressionante. Determinadas decisões, muitas vezes simples decisões, podem levar ao fracasso ou ao verdadeiro sucesso de uma marca. Pensem nisso…

Por hoje ficamos por aqui e como diria Caio Camargo: Boas vendas!

“Na crise, enquanto todos choram, nós aproveitamos para vender lenços”.

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